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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Beauty And The Beast


Um dos melhores filmes de animação de sempre. Aquele que é a par de Aladdin o filme que marcou a minha infância.
Este é não só um dos trabalhos mais bem conseguidos da Disney, como uma das mais belas histórias de todos os tempos.
Qualquer criança que veja este filme irá apaixonar-se pelas músicas e imagens que povoam esta obra-prima. Paixão essa que permanecerá muito para além da infância.
A vida que todos os objectos do castelo encantado ganham é uma delícia para os sentidos e à medida que vamos descobrindo aquele que se esconde por trás da figura de monstro vamos compreendendo que as aparências iludem e muito (contrate esse perfeito com a personagem de Gaston).
Bela é uma das primeiras personagens femininas cheias de força e personalidade (ponto esse que se veio a acentuar anos mais tarde com personagens como Mulan, com o filme do mesmo nome, ou Tiana do The Princess And The Frog).
Quer pela lição de vida, quer pela magia do filme, quer pela refrescante abordagem à protagonista feminina, trata-se dum filme imperdível para pessoas de todas as idades.
Deixo-vos a mais fantástica sequência do filme (que vi vezes e vezes sem conta - tantas que ainda hoje a minha mãe se recorda desta música): o jantar de Bela, em que Lumière faz as honras da casa num faustoso e delirante momento dançante:

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Midnight In Paris

Volta e meia Allen surpreende-nos com um filme duma categoria extraordinária.
À semelhança de Match Point, pode-se dizer que Midnight In Paris é um desses, que ao fugir ao habitual registo, se torna uma lufada de ar fresco.
A base Woodiana permanece, mas a magia da história transporta-nos para outra época, em que vamos descobrir um pouco mais sobre o amor, a vida, a arte e, no fundo, sobre nós próprios.
O filme vai sendo atravessado pelos mais lendários personagens (desde Hemingway a Dali), ao som da  magnífica música de Porter (com os espantosos You Do Something To Me ou Let’s Do It), no seio da encantadora Cidade Luz.
O imaginário é frequentemente povoado por outros locais e outros tempos, quando na verdade, o presente é ele próprio uma dádiva, se decidirmos olhar a chuva com a perseverança de quem ama.

Deveríamos considerar seriamente investir em Allen para filmar as nossas deliciosas cidades, de modo a eternizar Portugal e utilizar esta gigantesca máquina de marketing.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

One Day


Lone Scherfig, a mesma realizadora que nos havia trazido o singular An Education, realiza One Day, um daqueles filmes com a capacidade de nos fazer debruçar sobre a nossa própria existência.
Imperdível!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

All Faces Of The Same Man

Insisto nesta obra-prima.
O cinema tem a capacidade de aplacar os espíritos mais inquietos.



What's this war in the heart of nature ?                   
Why does nature vie with itself?
The land contend with the sea?
ls there an avenging power in nature?
Not one power, but two?
                
l remember my mother when she was dying   
Looked all shrunk up and gray.
l asked her if she was afraid.          
She just shook her head.  
l was afraid to touch the death l seen in her.
I heard people talk about immortality,
but I ain't seen it.
l wondered how it'd be when l died.
What it'd be like to know that this breath now
was the last one you was ever gonna draw.
l just hope l can meet it the same way she did.
With the same... calm.
Cos that's where it's hidden -
the immortality l hadn't seen.


domingo, 31 de julho de 2011

The Thin Red Line

Sons e imagens dum dos mais belos poemas de sempre:

"I seen another world. Sometimes I think it was just my imagination."

The Tree Of Life

Terrence Mallick traz-nos mais uma belíssima obra-prima com o seu Tree Of Life.
Esta película, à semelhança de The Thin Red Line ou The New World, trata-se dum poema visível e audível.
No entanto, nesta obra Mallick vai mais longe e a linha de seguimento é praticamente inexistente, alternando uma história específica com imagens de infinita beleza que nos levam ao questionamento do nosso próprio percurso, do sentido do todo, da casualidade do mundo e do poder da natureza.
A luz que nos guia e que existe em cada um de nós é também ela um reflexo da fugacidade de tudo, que o Homem, como ser pensante, tem dificuldade em aceitar - recusa essa certeza, inerente à sua natureza. A permanência é quase uma necessidade intrínseca da condição humana. E a libertação é alcançada pela aceitação da árvore da vida.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Poder Do Cinema

Ao ler esta notícia:
Não posso deixar de sorrir. Se juntarmos um génio da literatura e poesia à genialidade da sétima arte, teremos um resultado apoteótico.
As próprias palavras de Pessoa: o cinema é “uma das maiores armas de propaganda que se pode imaginar” não podiam ser mais verdadeiras. Reconhecer essa arma e investir nesse meio é uma das melhores apostas que se pode fazer para a divulgação dum país, duma cultura, dum povo. Não tenho dúvidas de que a visibilidade que o cinema português poderá ganhar no mundo será um meio de propaganda do próprio país.
O cinema tem poderes inimagináveis:
- Permite-nos viajar por outros tempos e lugares.
- Ter vontade de visitar um determinado cenário.
- Conhecer um pouco melhor uma cultura.
- Ditar modas.
- Definir todo um estilo e uma estética visual.
- Desenvolver a imaginação.
- Abrir as portas de mente.
- Questionar sobre toda uma série de temáticas.
Apenas para mencionar alguns dos inegáveis poderes do cinema.
Foi o cinema que lançou o tabaco, as calças femininas, a camisola interior masculina como peça exterior, a gabardine, os blusões de cabedal, os jeans e toda uma série de modas e estilos que ainda hoje vigoram no imaginário duma determinada época.
Ainda vemos o espaço e o ambiente duma nave espacial tal como Kubrick o reproduziu no mítico 2001: A Space Odyssey. E um cenário futurista ainda vai beber muito ao Blade Runner de Ridley Scott.
Já para não falar de pensamentos mais profundos sobre determinados assuntos, nomeadamente política, cuja sétima arte foi por diversas vezes o veículo de propaganda.
Todo o misticismo da cultura americana, tão intrinsecamente enraizada no mundo, deve-se sobretudo ao cinema. O ideal do sonho americano, a road trip, todo o imaginário do american world é fruto do impacto do cinema no mundo. Tal como o era há umas décadas a elegância do cinema francês e a sensualidade do cinema italiano.
O investimento na cultura é um passo fundamental para o desenvolvimento dum país, nomeadamente na sétima arte, por ser a que permite reproduzir com maior profundidade tudo o que envolve e compõe essa cultura.
Por isso mesmo o cinema como arma de propaganda e notoriedade, ponte de conhecimento com o mundo e construção de imaginários deveria ser devidamente utilizado para divulgar Portugal no mundo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

The Eternal Sunshine Of The Spotless Mind

Qualquer pessoa que já tenha visto este filme, terá ficado marcada pelo original argumento com que somos presenteados.

Basicamente, a premissa do filme resume-se à capacidade de conseguirmos apagar do nosso cérebro memórias que nos incomodam. Esta ideia é altamente controversa e interessante.

Até que ponto conhecemos o cérebro humano para que consigamos alterar a sua composição no que às memórias diz respeito? Será que algum dia o conseguiremos fazer?

Até que ponto é positivo ou útil apagar memórias que fazem parte da pessoa que somos hoje?

Será que conseguiríamos criar uma sociedade melhor?

Questões deveras interessantes.

Interessante também é esta ideia de (nas palavras duma amiga minha) “ON/OFF”, como se tivéssemos um botão cerebral que poderemos desligar a qualquer momento, controlando as nossas próprias sensações, emoções, memórias e sentimentos. Quantos de nós já não desejámos conseguir controlar o que pensamos ou sentimos, como se de um gadget nos tratássemos? (Se estiver interessado em ler mais sobre os mecanismos do cérebro recomendo vivamente a leitura dos volumes do Professor António Damásio, nomeadamente O Sentimento de Si.)

Quanto a este filme, uma belíssima e interessante composição, com interpretações bastante sólidas dum vasto e talentoso leque de actores.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Abraçar o Cinema

Um dos mais belos filmes de Almodovar, polvilhado de abraços de todos os tipos:

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Morangos Silvestres

Porque estamos aqui? Qual o objectivo de tudo? O que há depois da morte?
Apenas algumas questões que perturbam o ser humano, por muito que as tentemos esconder no fundo duma rotina diária ou uma existência controlada (algo nonsense ou imprescindível para não endoidecermos?).
Apenas algumas temáticas da maioria dos filmes desse génio que se chamava Ingmar Bergman.
Após visionar de novo Morangos Silvestres, não posso deixar de me questionar - tal como muitos dos personagens que atravessam o universo bergmaniano – sobre o porquê? Penso que essa é, acima de tudo, a questão que reside: porquê? À semelhança dos temas fundamentais do meu queridíssimo Dostoievski, também este realizador se debruça sobre a fé ou o sentido de tudo. Sobre se vale ou não a pena permanecer numa existência que não se escolheu e se vale ou não a pena oferecer essa existência a um novo ser.
Bergman tem ainda uma outra característica (tão sua) de (nos) levar de volta à infância. A infância como representante duma inocência, em que a nossa visão está condicionada pelo nosso próprio pensamento. A infância (ou inocência?) como sinónimo de alegria, conforto, dias solarengos e até mesmo da própria felicidade. A eterna luz e o acolhedor sol que só a juventude dá. Será por isso que se gosta tanto de voltar à infância? Será por isso que nos recordamos tão nitidamente de determinados e poderosos pormenores de cada momento marcante (os pormenores…sempre os pormenores)? Será por isso que nos sentimos tão bem com quem nos transmite (mesmo que ilusoriamente – porque o que vemos depende apenas e tão só de nós mesmos) essa certa luz, como se regressássemos à infância ou (para ser mais precisa) a uma inocência perdida?
Neste dia mundial da criança (particularmente celebrado cá, com honras de feriado, cuja taxa de crianças e jovens é extremamente elevada comparativamente à restante população) dediquemos não só este dia a todas as crianças do mundo, mas também à criança que fomos e à criança que deveremos evitar que se desvaneça em nós, aprisionada.
“Amar é a eterna inocência
E a única inocência é não pensar.”
Alberto Caeiro

Top 5 II

Bem, depois de várias acaloradas discussões sobre Tops 5, que permanecem - e (parece-me) irão permanecer -, chego à conclusão que realmente é improvável (será até impossível?) num universo tão magnífico e abrangente de filmes conseguir chegar a um top. Pelo caminho ficam muitos títulos extraordinários que não se consegue que caibam todos nos dedos duma mão.
Ao conversar com muitos de vós, relembrei-me de obras fascinantes, que (imperdoável) nem me lembrei de mencionar: para começar Unforgiven (dando nome ao meu esquecimento), Boogie Nights (como me esqueci de PT Anderson???), Schindler’s List, All About Eve, Wild At Heart, Memento, The American History X, Wall Street, Cinema Paradiso, Maléna e todos aqueles (tantos e tantos, mas mesmo tantos outros) que eu sei que quando voltar a olhar para estes títulos sentirei que estão em falta.
Conclusão: listas não são nada fáceis de fazer, sendo até de certa forma minimizadoras. Podem ajudar a categorizar e organizar determinados elementos, mas uma lista de preferências é sempre algo muito dúbio, não apenas porque os gostos poderão depender de quem os tem, mas (e sobretudo) porque o próprio que os tem vai mudando no seu incessante movimento.
Considero este um excelente exercício, na medida em que nos faz debruçar sobre todos e tantos nomes que nos marcaram (e marcam) nesse mundo sensitivo que se chama cinema.
Um top 5 cinematográfico é o mesmo que escolher qual a mais brilhante estrela para nós de todas as galáxias do universo. Mas por muito difícil que seja a escolha, é sempre bom debater o quão brilhante é cada uma das mil e umas estrelas para nós.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Regresso à Infância

Bom, depois do top 5, não poderia deixar de revisitar a minha infância e relembrar todos os filmes marcantes desses tempos.
Talvez por todas essas películas de animação que vi em criança, o cinema virou uma grande paixão (isso e os meus pais adorarem a sétima arte e levarem-me religiosamente todas as semanas, desde o momento em que eu consegui ler legendas).
Recordo-me de vários: O Livro da Selva, Cinderela, Branca de Neve e os Sete Anões, A Bela Adormecida, A Pequena Sereia, O Rei Leão, apenas para citar alguns da Disney.
Para mim, os melhores filmes Disney continuam a ser Aladino e A Bela e O Monstro. Tudo nesses filmes é mágico, desde os personagens à lição de moral, passando pelas músicas, os cenários e o guarda-roupa. Todos os vimos vezes sem conta e, de certeza que ainda hoje nos lembramos da maioria das músicas.
Os - já mais recentes - A Idade do Gelo e Shrek são referências imperdíveis, mas o meu preferido de todos é o Monstros e Companhia. A história mais original que já vi e a melhor lição de moral de todos os tempos.
O extraordinário em todos estes filmes é que pensar neles, recordar determinadas cenas, é como voltar à infância. Um dia destes, passavam A Bela e O Monstro num canal local e lá estava eu, de novo com 7 ou 8 anos, no sofá, a acompanhar aquelas canções, onde o castelo encantado dava vida a cada objecto que o habitava.
Mais um dos magníficos poderes do cinema: a capacidade de nos levar à infância.

Candidato a melhor comédia do ano???

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Top 5

Um destes dias perguntaram-me quais os cinco filmes que eu escolheria. - Obviamente que me lembrei logo do Cinco Noites Cinco Filmes da RTP2, que muitos de nós estão a tentar trazer de volta ao pequeno ecrã.
Bom, mas como escolher com apenas os dedos duma mão os filmes da minha vida?
Há títulos que estão inquestionavelmente no topo: The English Patient, The Thin Red Line, The Shawshank Redemption.
Só que após o top 3 vinha o número quarto e o número cinco. Os primeiros que pronunciei foram Almost Famous e Big Fish, mas depois lembrei-me do Into The Wild e esse estaria – garantidamente - em quarto.
Então tenho quatro filmes. Qual será o quinto?
Se considerar todos os filmes mais antigos que vi não poderia deixar de reservar o lugar em falta no pódio para Det Sjunde Inseglet (O Sétimo Selo) ou o Cool Hand Luke ou, ainda, o Cat On A Hot Tin Roof. Ou o Out of Africa ou The Long Hot Summer ou The Prize.
Tinha todo o universo de Kubrick para escolher, sobretudo A Clockwork Orange e Full Metal Jacket.
Teria ainda os mais marcantes de Almodovar como Carne Tremula ou Los Abrazos Rotos.
Vários de Hitchcock: Frenzy, Rear Window, Dial M for Murder, apenas para citar alguns.
Os Tarantino: Reservoir Dogs, Kill Bill (ambos), Jackie Brown ou Inglorious Bastards (curiosamente não consideraria Pulp Fiction).
O colossal cinema de David Fincher, sobretudo Seven e Fight Club.
Teria ainda outro tipo de filmes, diametralmente opostos, como Casino Royale ou Jeux D’Enfants, já para não falar de grandes clássicos como Godfather ou Braveheart.
Se entrasse no magnífico universo da ficção científica títulos como Alphaville, Blade Runner ou Artifical Intelligence estariam certamente no topo.
E nas comédias vêm-me logo à cabeça Sunday In New York ou Nothing To Lose.
São tantos que fica difícil escolher. O mais provável é que no meio deste tipo de listas, muitas obras-primas fiquem perdidas para trás, no meio de numerosos títulos que nos assomam, sendo que o estado de espírito do momento condiciona - inevitavelmente - os nomes de que nos recordamos.
Bem, de todos os que referi para número 5, acho que o que prevaleceria no topo seria O Sétimo Selo de Bergman.

Cinéfilos: desafio-vos a deixarem o vosso top 5 cinematográfico.

domingo, 15 de maio de 2011

The Thin Red Line

Na iminência dum novo filme de Terrence Malick, o poeta-realizador, é imprescindível recordar um dos filmes que mais me marcou. Era o ano de 1998, era apenas uma teen, but still esta foi uma das películas que melhor guardei. É imperativo revê-la 13 anos depois e regressar a toda aquela densidade, aquela barreira invisível entre a luz e a sombra, a vida e a morte.
"I seen another world. Sometimes I think it was just my imagination"

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Det Sjunde Inseglet by Bergman

Um dos melhores filmes que já vi, dum dos melhores realizadores de todos os tempos, merecia um elogio completo e extenso.
Mas, para já, fica apenas uma das sequências (que diz muito mais do que o que eu poderia tentar dizer):

sexta-feira, 29 de abril de 2011