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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Educação = Futuro?

Há cerca de um ano deixei a sugestão dum esclarecedor e enriquecedor livro de Sir Ken Robinson: The Element How Finding Your Passion Changes Everything.
A original visão de Sir Ken Robinson sobre as angustiantes e estimulantes questões que tornam a existência humana fascinante, continuam a surpreender.
Será a educação a chave de tudo? Até que ponto podemos efectivamente "formar" seres humanos?

sábado, 18 de junho de 2011

Memórias: Festival da Eurovisão 1991

Quem não se lembra de quando o grande acontecimento do mês eram os míticos festivais da Eurovisão?
Eu recordo-me bem e lembro-me com especial carinho do festival de 1991 (ainda hoje costumo cantarolar algumas das músicas e já lá vão vinte aninhos). Para mim, de todos, esse foi o melhor, ou pelo menos o que deixou mais memórias musicais e visuais.
Esse festival realizou-se em Roma, após a vitória da canção italiana no ano anterior. Foi a segunda vez que Itália ganhou o Eurovisão.
Os apresentadores eram os dois vencedores: Gigliola Cinquetti e Toto Cutugno, que cantam a deliciosa e encantadora "Non ho l'eta":


Para além dos momentos musicais marcantes, esse festival tinha uma forma muito original de apresentar os concorrentes: passavam imagens com o concorrente a cantar uma música italiana, imagens de Itália e a bandeira do país de origem do concorrente.

Deixo-vos algumas das canções que mais me ficaram no ouvido desse festival e, claro, as respectivas apresentações:




E a música que venceu essa edição:

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Diário de Bordo

Das sensações que abraçam o viajante, antes do seu incessante movimento, podemos contabilizar a emocionante expectativa que se apodera de si, a excitação da aventura num novo mundo, a bicuda curiosidade pela descoberta e uma certa nostalgia antecipada de tudo o que fica para trás, aquilo a que se pode chamar um leve cheirinho do que virá a transformar-se em saudade.
Podemos também vislumbrar um certo medo pelo desconhecido e (aliado a isso) uma certa frustração por tudo o que se quer simultaneamente deixar e levar.
Por todas estas razões, a bagagem do viajante é pesada. Está carregada de elementos que fazem parte de si e que – quer queira ou não – irão consigo para o outro mundo.
Mas é justamente essa bagagem - intrínseca ao viajante - que fará com que cada passo dessa caminhada ganhe forma e o olhar em frente seja tão imprescindível como o ar que se respira.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Diário de Bordo

A viagem começa muito antes de zarpar. Há vários preparativos a considerar, antes de partir à aventura. A descoberta de um novo mundo exige sempre uma adequada preparação.
O mais importante ponto – eu diria até mesmo fundamental – é ter o espírito aberto ao leque que se abrirá, porque em cada nova viagem há vários universos paralelos de possibilidades a descobrir.
Assim, também o diário de bordo precede a partida. A expectativa ou iminência dum futuro rico é um dos melhores momentos da viagem - que não sendo ainda real no plano físico, já o é (e muito) no psicológico.
Como tal, cada sensação deverá ser – devidamente – desfrutada, antes do incessante movimento do viajante o tornar uma nova pessoa.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

The Man In Black

A Cidade Que Nunca Dorme

Quem gostar de mil e uma possibilidades, mil e uma coisas para ver, mil e uma coisas para fazer… Quem gostar de prédios altíssimos – tão altos que as ruas se tornam sombrias e raramente se vê o Sol… Quem gostar de jardins enormes com inúmeros recantos, um pequeno paraíso dentro da cidade… Quem gostar de ruas e cafés com imenso significado, vistos em mil e um filmes… Quem gostar de sentir que está no centro do mundo… Quem gostar de apartamentos pequenos, cuja paisagem será sempre sobre as indiscretas janelas do prédio em frente ou sobre os telhados dos edifícios circundantes… Quem gostar de paisagens cinzentas… Quem gostar de metros em decadência empestados de sujidade onde habitam enormes e alegres ratazanas (só faltavam mesmo as tartarugas ninja aparacerem)… Quem gostar de se sentir completamente livre para ser ou parecer aquilo que realmente quer… Quem gostar de trânsito intenso e poluição constante… Quem gostar de descobrir um mundo novo ao virar de cada esquina… Quem gostar de estar rodeado dum consumismo desenfreado… Quem gostar de se sentir vivo num mundo cinematográfico…
Vai adorar a cidade onde tudo acontece. Já dizia Sinatra: “If you can make it there, you’ll make it anywhere.”
It’s up to you!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pérolas Encantadoras

Há cidades inesquecíveis. Já falei da minha preferida entre todas, no entanto, há outras que me fascinam e me encantam de forma muito especial.
A Europa é talvez o continente mais rico em cidadezinhas únicas na sua beleza histórica, em que a cada esquina há um novo mundo por descobrir.
De todas a que mais me encantou foi Viena com a sua elegância e sofisticação. Trata-se duma cidade absolutamente distinta. Possui amplas praças, recheadas de estátuas imponentes. É extremamente delicada, com toda a sua irrepreensível limpeza e civismo. Amei esta cidade! Se tivesse de escolher outra para ser o meu lar, provavelmente seria esta pérola.
Outra cidade completamente apaixonante e única é Veneza! Os seus canais enfeitados por gondôlas aliados ao particular encanto das cidades italianas - com a sua melodiosa linguagem, os seus irresistíveis gelados, as suas pastas divinais e a sensação que a cada passo estamos mais perto dum rico passado histórico – tornam esta cidade suprema. O admirável Rialto e a grandiosa Piazza di San Marco são - talvez - duas das visões mais lindas do mundo.
Não podia deixar de elogiar os canais de Veneza, sem mencionar outra cidade, assente em água, que me seduziu: Amsterdão. Esta cidade também é única por motivos bem diferentes. Dona duma beleza invulgar, não são os seus cenários que tanto cativam turistas, mas sim um ambiente livre e despido de complexos. Isto aliado a extrema simpatia dos locais torna esta cidade um lugar imperdível. Respira-se alegria, festa e desejo!
Outra cidade festiva que eu adoro é Sevilha! Aquela que é – para mim – a mais bela de Espanha. Seja a Catedral, seja a Torre, sejam os Palácios, esta cidade possui uma riqueza histórica extremamente importante na Ibérica. Foi palco de grandes acontecimentos e oferece um agradável e animado ambiente tipicamente andaluz. À sua beleza adiciona-se a excelente gastronomia da região.
Já que falamos em gastronomia tenho de voltar a Itália e a outra cidade que eu amo: Roma! Roma é das mais belas cidades que já vi. Rica historicamente, a cidade tem muito mais do que toda a beleza do centro dum grande Império.
And last but not least we have London! De todas a que mais me surpreendeu. Era daquelas cidades pelas quais não dava um tostão (vá-se lá saber porquê). Até que lá fui e fiquei siderada! A cidade é incrível! Em Londres respira-se história, arte, cultura, elegância, ciência e sentido de humor. A cidade oferece uma variedade de tudo. Anything you want you’ll find it in London. A Abadia de Westminster é o mais fascinante monumento religioso que já visitei e o British Museum tem uma colecção inigualável de tudo de todas as partes e épocas do mundo. Absolutely fabulous!
E termino assim o meu - ainda muito precoce e inacabado - colar de pérolas europeias.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Viajar Sempre

Há dias falei sobre a forma de viajar sem sair do sítio, a forma de viajar sem nos mexermos, a forma de viajar só com o movimento dos olhos: os livros! O som também nos leva a viajar! A força da música, tal como os livros assemelha-se a uma grande viagem. Mas hoje vou falar sobre viagens. Viagens verdadeiras. Aquelas em que fazemos mala e partimos rumo ao horizonte. Vou falar sobre sair da nossa querida pátria e partir à aventura, na descoberta duma nova cultura, dum novo país, duma nova cidade…
Poucas coisas conseguem ser tão enriquecedoras num espaço de tempo tão pequeno como uma viagem. É como se em meia dúzia de dias crescêssemos imenso até nos sentirmos gigantes. Nessa meia dúzia de dias tudo é novidade. Tudo nos fascina. Tudo entra pelos nossos olhos como se nunca tivéssemos observado antes. Tudo é absorvido como se não houvesse amanhã. Uma simples praça, uma singela fonte ou uma banal esplanada tornam-se algo excepcional quando andamos a viajar. Uma paisagem diferente, um ambiente novo, hábitos estranhos, tudo isto nos faz sentir como uma criança num parque de diversões.
Uma viagem é feita de descobertas. De prazeres. Uma viagem é vivida da mesma maneira que deveríamos viver o dia-a-dia. Sabemos que vai passar e sabemos que para desfrutar temos de levar um dia de cada vez sem pressa de viver mas com uma fúria de tirar proveito de cada dia como se fosse o último, na iminência da despedida de tudo o que é novo e foi nosso por momentos, daquela que foi a nossa casa durante a tal meia dúzia de dias.
Sophia de Mello Breyner resumiu numa simples frase o que é isto de viajar: “Viajar é olhar.”
Qualquer viagem é um meio de conhecermos o mundo que nos rodeia, de percebermos o quão vasto e variado é o mundo em que vivemos. E é nessa interacção com o mundo, nesse reflexo espelhado, que a viagem se torna uma jornada ao interior de nós próprios, aos esconderijos mais recônditos do nosso ser.
As viagens abrem-nos os horizontes. Despem-nos de preconceitos e libertam-nos de fronteiras. Fazem-nos perceber que as únicas fronteiras somos nós próprios e os únicos aduaneiros somos nós também.
As viagens fazem-nos valorizar o nosso lar, a nossa pátria, o lugar onde nos sentimos em casa. Fazem-nos ter a certeza de que “Home is where the heart is.”.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cidade Maravilhosa

Acho que nunca uma expressão espelhou tão bem um determinado lugar. Poucos locais conseguem reunir tanta beleza como o Rio de Janeiro. A terra da mítica garota de Ipanema é colorida, alegre e linda. Pode também ser muito cruel, mas a alegria que se vive nas ruas apazigua as mágoas que as fatalidades diárias deixam.
A cidade dos cariocas transmite a leveza de quem entra no bondinho em direcção ao Pão de Açúcar.
Transmite a languidez de quem se estende nas areias escaldantes de frente para o mar.
Transmite a vivacidade de quem dança um sambinha noite dentro.
Transmite a frescura de quem bebe uma água de côco ao amanhecer.
Transmite a loucura musical duma escapada da realidade designada Carnaval,
Transmite o carinho dos morros que protegem o calçadão.
Transmite a multiplicidade dos cheiros dos extensos jardins.
Transmite a pacatez duma lagoa tranquila.
Transmite mil e uma sensações indescritíveis que se unem na grandiosidade dos braços abertos para a vida sobre a mais bela paisagem ao anoitecer.