terça-feira, 20 de setembro de 2011
Gostava De Saber
terça-feira, 13 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
"O Estado Sou Eu"
Num estado ideal a liberdade individual termina onde começa a liberdade de outrem. Assim sendo, o ideal seria cada pessoa governar-se a si própria e prescindir dum Governo que o faça. Diz-se que o Governo o faz para o bem comum, para regular o espaço comum dos indivíduos, mas se cada cidadão se regulasse a si próprio, haveria necessidade dum dito Governo?
A questão é: será uma utopia que cada um consiga definir quais os limites entre a liberdade duns e doutros e que essa definição seja concordante?
domingo, 21 de agosto de 2011
Pensamento do Dia
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
A Lei de Newton
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Podemos Escolher Ser Felizes?
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Aqueles Que Ensinam
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Jornalismo ou Sensacionalismo?
terça-feira, 21 de junho de 2011
O Dia Mais Longo
sexta-feira, 10 de junho de 2011
E Pessoa?
Não quero de forma alguma comparar dois vultos com génios tão diferentes, mas ambos inegáveis, da literatura portuguesa. No entanto, não posso deixar de me questionar porquê que o autor da Mensagem, criador de diversos e variados heterónimos, não tem também um dia a si dedicado.
Sendo, sem dúvida, personalidades distintas e sendo, sem sombra de dúvida, Camões uma pessoa que viveu ao serviço da Pátria, é importante, no entanto, referir que ambos viveram e períodos da história distintos e, consequentemente, num mundo (ou na maneira como o vemos e o vivenciamos) tão diferente para um e para outro.
Assim, embora seja inegável a grandiosidade do autor d’ Os Lusíadas (um dos maiores épicos de sempre), também não se pode descartar a genialidade dum homem simples e discreto que criou uma das maiores obras literárias de todos os tempos.
Talvez devêssemos repensar todos os feriados e dias especiais, face ao panorama actual.
Considero que Pessoa merecia indubitavelmente um dia português dedicado a si
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sereias: mito ou facto?
Sempre vivi deslumbrada por aventuras no mar, talvez por ter visto tantos filmes de piratas, ou por as criaturas descritas serem tão fascinantes e assustadoras: sereias, monstrengos, baleias gigantes, entre muito outros bichos estranhos e letais. - Ou talvez por Portugal sempre ter estado associado ao mar e eu passar as aulas de história a imaginar o que sentiriam todos aqueles navegadores que se aventuravam - literalmente - no desconhecido.
(O mundo tal como era há uns séculos é inconcebível para nós hoje. É como a Alegoria da Caverna de Platão: depois de vermos a luz, não podemos viver na sombra; que é como quem diz depois de se conhecer o desconhecido, desmistifica-se tudo o que lhe está associado.)
Por muito que tentemos é impossível imaginar como se sentiriam aqueles homens, lançados às feras do mar. Escutavam-se histórias e lendas sobre o mar (bem como respectivos habitantes) e a veracidade das mesmas - há alguns séculos - é bem diferente da percepção que hoje temos. Portanto, só alguém muito corajoso (ou no mínimo destemido) ou alguém sem nada a perder (ou no mínimo desesperado) se a atiraria numa aventura oceânica por tempo indeterminado, sem saber sequer se voltaria a ver ou não a pátria.
Todos estes homens, estes navegadores desconhecidos, foram a força impulsionadora de Portugal. (Às vezes questiono-me onde estarão eles agora?)
Muitos deles ainda repousam hoje no fundo do mar, entre todos os mitos que se ouviam contar. Morreram pela descoberta, pelo deslumbramento face a um mundo desconhecido, pela coragem face a mil perigos, por um futuro radioso para Portugal, por Portugal, em suma, por todos os portugueses no mundo.
De todos essas lendas, as sereias eram quem provocava mais fascínio e temor, por viverem entre a realidade e o mito, a lucidez e a loucura. A própria fisionomia das ditas estava suspensa entre o terrestre e o marítimo. Acho que seriam como miragens, quando os marinheiros estavam tão fatigados, tão longe da pátria, que achavam que não voltariam mais. Aquelas vozes e figuras femininas eram tão paradisíacas como familiares, uma espécie de regresso a casa. E essa era a última imagem e som que eles queriam levar deste mundo.
terça-feira, 24 de maio de 2011
A influência do tempo na vida das pessoas
É incrível (eu diria até mesmo apoteótica) a influência que o tempo tem na vida das pessoas.
Poderia estar a falar do tempo que todos temos contado (e bem contado) enquanto andamos por cá, mas refiro-me ao tempo que os elementos atmosféricos provocam.
Mais do que possamos imaginar o clima influencia a nossa vida por completo. É decisivo na roupa que vestimos, no percurso que decidimos tomar, na escolha dos destinos de viagem ou na época do ano em que escolhemos fazer viagens, nas condições dos locais onde determinados eventos tomam lugar e até mesmo nas nossas variações de humor. (Note-se que os dois pontos mais importantes que o tempo influência: colheitas e fenómenos naturais, não serão explorados, devido à óbvia dependência que todos nós como seres humanos temos desses factores.)
Bom, voltando aos restantes pontos, apesar de muitos não parecerem relevantes, possuem uma influência maior do que imaginamos nas nossas vidas. Começa logo pela maneira como nos adornamos, que embora possa parecer fútil é duma importância vital. Quantos de nós já não passamos um dia inteiro com arrepios de frio, porque a temperatura já estava mais baixa do que esperávamos e a roupa que vestimos nessa manhã não era propriamente um agasalho e quantos de nós já não passamos um dia a arder de calor, porque de manhã e ao fim do dia está frio, mas a meio está uma daquelas tardes solarengas, insuportavelmente quente - logo no dia em que decidimos vestir aquela camisola de gola alta, sem uma peça mais leve por baixo…
Quanto ao último ponto, muitos dirão que as variações de humor dependem unicamente do seu portador, no entanto (embora inicialmente eu também fosse desta opinião e obviamente o portador possua uma grande parte de responsabilidade nisso), sou forçada a concordar que as condições climatéricas têm uma influência mais do que considerável no estado de espírito das pessoas. Não é por acaso que em lugares de temperaturas elevadas e sol constante as pessoas vivem a um ritmo diferente e têm uma visão mais relativa e diária da vida e do que lhes sucede. A chuva, embora fonte de vida, tem nas pessoas (não por ela própria, mas sim pela obstrução que as nuvens provocam aos raios do astro rei) um efeito algo melancólico e tristonho nas pessoas. Creio que só se consegue valorizar a sua luz especial perante a sua escassez (assunto que será abordado com maior ênfase no próximo post).
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A Lei de Newton
Newton foi um brilhante cientista que deixou o seu contributo à Humanidade com (entre muitas outras coisas) três leis fundamentais. A primeira delas é particularmente interessante, a designada lei da inércia.
Ora bom, o brilhantismo desta descoberta é que para além da sua aplicação aos corpos em movimento ou em repouso, constata-se no dia-a-dia que é igualmente aplicável às mentes.
Ou seja, a mente duma pessoa activa tenderá a manter-se no activo e a mente de alguém inactivo tenderá a manter-se parada.
Interessante também é a influência desta mesma lei na tomada de decisões das pessoas. Uma pessoa habituada a tomar decisões - mesmo que pequenas decisões diárias, importantes para o prosseguimento do dia-a-dia - tenderá a ser uma pessoa mais atenta e eficaz. Uma pessoa não habituada a tomar pequenas decisões será naturalmente uma pessoa indecisa e lenta, com dificuldade em fazer pequenas escolhas.
O grande problema dos indecisos é o tempo que desperdiçam nas mais pequenas tarefas, bem como a consequente falta de consideração pelos outros, seja nos que os acompanham a um determinado local onde a decisão é inevitável, os que esperam pacientemente na fila atrás de si ou ainda a pessoa que os atende. A falta de consideração, não sendo consciente, é existente. É a mesma que a dos ditos descontraídos ou adeptos do “go with the flow”, que no meio das suas pequenas indefinições deixam pessoas penduradas, prazos incumpridos ou tarefas por completar.
Todas estas pequenas consequências são causadas pela poderosa lei da inércia. É assim forçoso ou até mesmo fundamental que tal como os corpos, as mentes sejam exercitadas, sob pena de não restarem muitos neurónios acordados.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Tailândia VS Cambodja
Na sequência do já longo conflito que se vive nas fronteiras de Cambodja e Tailândia, venho partilhar convosco, um de vários artigos que li sobre o tema:
“É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer. “
Eugénio de Andrade
terça-feira, 3 de maio de 2011
Comer Bem é Mais Barato
http://www.comerbememaisbarato.com/
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Aquele Cantinho à Beira-Mar ou Vamos Construir um Castelo?

Neste dia especial, não posso deixar de falar daquele cantinho à beira-mar, que muitos apelidam de paraíso.
A nossa pátria alberga as mais belas e variadas paisagens, desde as praias que se estendem ao longo de toda a costa, passando pelas apetecíveis ondas que fazem parte da Reserva Mundial do Surf, ou pelas redentoras planícies do Alentejo, ou pelas artísticas paisagens do Douro, ou pelos encantos naturais das ilhas, ou pelos mistérios de Sintra, ou pelas luzes de Lisboa, ou pelos fados de Coimbra, ou pelos castelos do Minho, ou pelas aldeias das serras das Beiras, ou pela autenticidade do Porto até aos deliciosos petiscos que se fazem de norte a sul ou no meio do Atlântico (francesinhas, vinhos, pães de trigo, centeio ou milho, migas, broa, postas à mirandesa, sardinhadas, feijoadas, cozidos à portuguesa).
Não posso deixar de partilhar uma exposição que gostava muito de ver:
http://expodarwin.up.pt/
Ou espaços que quero (re)descobrir:
http://fugas.publico.pt/Viagens/283068_porto-em-cinco-andamentos-uma-proposta-de-roteiro-pela-invicta
Para além dos mais belos recantos, continuamos a ser -séculos depois da nossa época dourada - pioneiros em diversas frentes. A nossa pátria alberga alguns dos mais avançados sistemas tecnológicos, nomeadamente os sistemas de multibanco que permitem uma enorme variedade de movimentações de forma rápida e simples (só se valoriza quando se tem de passar uma manhã inteira numa fila enorme para pagar uma conta), talentosos profissionais nas mais diversas áreas (muitos deles mundialmente reconhecidos), entidades de ensino prestigiadas, reconhecidas internacionalmente, e empresas de liderança nalguns sectores.
Não posso deixar de acreditar que um país com tantas maravilhas terá um radioso futuro pela frente.
Apesar das águas negras que o assombram, em breve navegará até bom porto.
Para uma navegação segura e eficaz teremos de remar com convicção e força, por isso não deixem de votar no próximo dia 5 de Junho. Até lá, poderão analisar as propostas dos diferentes Partidos no site de cada um deles. Ainda há tempo para reflectir com calma. Pensar. Decidir. E votar de acordo com aquilo em que acreditam e não porque este ou aquele é bem falante ou porque este ou aquele é o que tem mais votos ou porque este ou aquele é o partido de nascença. Os partidos não são clubes de futebol, dos quais não se muda até morrer. Os partidos são constituídos por pessoas e por medidas efectivas que se pretendem implementar na tomada de posse. Leiam o que cada partido propõe e votem de acordo com a proposta que considerarem melhor, aliada às pessoas que considerarem mais capazes (ou pelo menos mais determinadas e verdadeiras) na tentativa de pôr a proposta em prática e de gerirem a conturbada tempestade que nos assola. Esta é a nossa chance de mostrarmos que estamos aqui, que queremos fazer parte das decisões que afectam a nossa vida, que queremos fazer parte das negociações que decorrem. É a chance de voltarmos a acreditar num futuro limpo, rumo a um mundo novo, feito por nós, à nossa medida. O voto é a nossa linha de poder: querer é poder.
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"
Fernando Pessoa
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Diário de Bordo: Tiques
É interessante porque quando se convive durante muito tempo com as mesmas pessoas sabe-se exactamente quais os seus hábitos e tiques.
Recordo-me perfeitamente de todos os tiques do meu pai e sei que herdei um ou dois.
Hoje reparei como já sei o que algumas pessoas com quem convivo bastante vão fazer ou dizer. (Um tique também pode ser uma expressão oral.) É engraçado quase prever o que vem a seguir.
Um interessante exercício no qual participei com um determinado grupo de convívio, foi imitar as expressões ou tiques que caracterizavam cada pessoa até que as restantes se apercebessem de quem se tratava.
Curiosamente, por vezes nem a própria pessoa se reconhecia nos seus gestos ou expressões.
É algo que faz tão parte de nós, está tão intrínseco, que se torna difícil reconhece-lo quando o vemos representado.
São estas pequenas coisas que captamos num convívio prolongado que nos fazem gostar cada vez mais de alguém ou ficar cada vez mais irritados com as pessoas com quem convivemos.
É como se aquela pequena parte mais do que ser uma extensão de alguém, se tornasse esse alguém.

