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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Gostava De Saber


Gostava de saber porquê que deixámos o Sr. Sócrates sair calmamente, como se não tivesse contas para pagar.
Gostava de saber porquê que deixamos o Sr. Jardim fazer o que lhe apetece sem prestar contas a ninguém.
Gostava de saber porquê que não punimos civil e criminalmente estes e tantos outros senhores que andam a esmifrar o que resta de nós.
Gostava de saber porquê que teremos de pagar contas que não são nossas.
Gostava de saber porquê que o público vai pagar contas que são privadas.
Gostava de saber porquê que toleramos o intolerável.
Gostava de saber quando faremos nossa a frase de Luther King: “Ninguém nos pisará se não dobrarmos as costas.”

terça-feira, 13 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Pensamento do Dia

Já não me lembrava do frio das noites do Porto.

sábado, 10 de setembro de 2011

"O Estado Sou Eu"

Sim: esta frase parece saída dum regime absolutista, mais concretamente dum regime francês de há uns séculos. Mas a frase não podia ser mais transparente e mais aplicável a um estado ideal.
Num estado ideal a liberdade individual termina onde começa a liberdade de outrem. Assim sendo, o ideal seria cada pessoa governar-se a si própria e prescindir dum Governo que o faça. Diz-se que o Governo o faz para o bem comum, para regular o espaço comum dos indivíduos, mas se cada cidadão se regulasse a si próprio, haveria necessidade dum dito Governo?
A questão é: será uma utopia que cada um consiga definir quais os limites entre a liberdade duns e doutros e que essa definição seja concordante?

domingo, 21 de agosto de 2011

Pensamento do Dia

O segredo é deixar o rio fluir livremente e aceitar o movimento.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Lei de Newton

Voltando mais uma vez a Newton e às suas sábias leis, constata-se que tendo um corpo em inércia ou um corpo em movimento tendência para permanecer no estado em que se encontra, a dificuldade está nos momentos de transição: o início do movimento e - pior - o regresso à inércia.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Podemos Escolher Ser Felizes?

Há dias deixei uma sábia frase de Anais Nin sobre o incessante movimento a que todos estamos sujeitos ao longo do percurso e sobre a vontade que temos em eleger um estado e permanecer nele.
A propósito dessa escolha, surge a questão se é possível escolhermos ser felizes.
Para tentar responder a uma questão desta envergadura é, antes de mais, necessário compreender o que é a felicidade. A felicidade não será um estado permanente a que se aspira, mas sim pequenos momentos de intensidade.
O que caracteriza então a sensação de felicidade?
Diria que o principal ingrediente seria a uma certa sensação de liberdade que só conseguimos sentir em determinados momentos ou situações ou com determinadas pessoas.
A liberdade pura transmitir-se-ia por uma ausência de dependência de tempo e de bens materiais. No mundo em que vivemos é extremamente difícil que não nos sintamos com frequência escravos duma ou outra coisa. Daí que o estado de felicidade se traduza em pequenos cumes numa vivência.
Quando se aspira à felicidade plena e permanente, aspira-se na realidade a um estado de serenidade. Para atingir esse estado de serenidade ou paz interior é, acima de tudo, necessário aceitar o mundo tal como este se nos apresenta. Aceitar cada experiência que nos atravessa tal como ela é. Vivê-la intensamente, despojados daquele desejo de que a mesma permaneça. Porque cada experiência é isso mesmo: uma experiência, ou seja, não permanecerá no tempo e espaço; apenas ficará na nossa mente, no nosso ser, como parte intrínseca de quem somos.
É frequentemente difícil a aceitação deste facto.
As incertezas que acompanham a caminhada no mundo actual aliadas ao frenesim diário e à frequente ausência de auto-conhecimento transmitem sensações de angústia e, por vezes, até incapacidade face ao que nos acontece. Essas angústias e receios levam-nos a desejar a tal permanência num determinado estado.
A única maneira de nos libertarmos dessa sensação é aceitação. A aceitação é a chave de tudo. A aceitação leva-nos a conhecermo-nos melhor a nós próprios e ao mundo que nos rodeia e, consequentemente, leva-nos a que a caminhada diária seja feita com tranquilidade.
E a melhor maneira nos tornarmos mais tolerantes, mais conscientes do mundo que nos rodeia é viajar. Pode ser uma viagem através dum livro, dum filme, da nossa própria mente. Viajamos com o olhar, com as sensações que nos atravessam.
As viagens são pontos de encontro connosco próprios.
“People are as happy as they make up their minds to be.” Abraham Lincoln

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Aqueles Que Ensinam

Os professores têm um papel fulcral na vida das pessoas e, consequentemente, na sociedade. Os professores contribuem para o crescimento e formação de crianças e jovens, deixando uma marca fortíssima na vida de muitos.
Recordo-me perfeitamente de vários professores que tive ao longo do meu percurso estudantil. Alguns eram brilhantes, procurando sempre obter o melhor de nós. Muitos foram fundamentais para as escolhas que fui fazendo.
Não sei como, nem se algum dia, poderei agradecer a todos pelo que representam para mim. A sua condução e acompanhamento contribuíram para fazer de mim o que sou hoje.
Penso que todos tivemos docentes assim: que admiramos e que deixaram um contributo na pessoa que hoje somos.
Considero que estes profissionais têm um papel quase decisivo na formação das pessoas. Não digo que deles dependa o sucesso ou insucesso escolar, bem como o sucesso ou insucesso formativo, digo sim que o acompanhamento que proporcionam e o papel que desempenham na vida dos jovens é mais extenso do que imaginamos. Obviamente, que tem de haver uma reciprocidade do elemento receptor, bem como uma certa soberania ou condução por parte do elemento outorgante.
Recordo-me de apanhar umas reguadas na escola primária (no meu tempo ainda se usava disso) e, sinceramente, não acho que me tenham feito mal nenhum. Foram pequenos marcos de autoridade aplicados no devido momento, provocando uma marca mais psicológica do que propriamente física. Acima de tudo, demonstrava a autoridade máxima na sala de aula e relembrava-nos a importância do respeito (não apenas para com o Professor, mas também para com todos os outros seres humanos que partilhavam o nosso espaço).
Conceitos como disciplina e respeito são algo que considero fundamental na formação duma pessoa. Não é possível formar quando não há limites delineados. Tal como não se consegue emagrecer sem uma elevada dose de disciplina para cumprir o objectivo, também não se consegue aprender sem uma disciplina metódica que ajude a compreender e assimilar.
No entanto, durante a aprendizagem estes dois conceitos não são fáceis de reunir. O conceito de disciplina exige bastante dedicação e motivação, bem como a ausência de lugar para excepções. O conceito de respeito exige, acima de tudo, que haja exemplo e coerência.
Por estas razões a formação de pessoas é uma tarefa bem difícil e a acrescer as dificuldades aumentam numa sociedade cada vez mais e mais fatigada.
Visto que a sociedade somos todos nós, sugeria que nos empenhássemos em valorizar a sociedade que seremos amanhã, assegurando que a autoridade dos diferentes intervenientes em cada momento, na vida dos jovens, fosse inquestionável. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Jornalismo ou Sensacionalismo?

O jornalista tem um papel imprescindível numa sociedade. Pode toldar a visão de todo um público, pode trazer à luz da praça as notícias que realmente importam ou fazem a diferença, pode direccionar o foco da atenção do público para este ou aquele acontecimento.
Por todas estas razões, considero que os jornalistas (juntamente com os professores - mas isso fica para um outro texto -) são das pessoas mais poderosas duma sociedade. São pessoas capazes da definição de opiniões, pensamentos e, até mesmo, acções.
A função do jornalista é reunir a informação e transmitir a mesma às pessoas. No meio de tanta informação, na era da comunicação instantânea em que vivemos, não é fácil dividir o que é importante do que é acessório. Cabe ao jornalista fazer essa distinção e transmitir os factos que importam ao público, ou cabe às pessoas distinguirem o que interessa no meio de tanta informação?
Um dos grandes problemas da sociedade é aceitarem, quase de forma leviana, o que lhes é dito pelos media. Não pesquisam, não indagam, não verificam a veracidade do que lhes aparece ou perscrutam diversas fontes para cruzar informação. Talvez seja devido ao ritmo frenético ao qual se desenrola a existência actual.
Ora, partindo então do pressuposto de que a maioria das pessoas não investiga a informação que lhe é transmitida e tendo em consideração o impacto que as informações têm na vida das pessoas, conclui-se que o jornalista é um agente fundamental para que a verdade chegue ao público.
Era eu míuda e já uns desenhos animados de batalhas galácticas (cujo nome – estranhamente – não me recordo) tinham como slogan “Information is munition” e, de facto, esta máxima não podia ser mais verdadeira. A informação é um dos meios de poder mais fortes.
Se o jornalista tem um papel assim tão vitalício na partilha de informação, como se pode garantir que o mesmo não é subjugado aos poderes vigentes ou até mesmo à sua própria opinião?
Se, numa sociedade consumista, somos todos cada vez mais e mais escravos do dinheiro, como se pode assegurar que a notícia são os factos e não meras fabricações que vendem?

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Dia Mais Longo

É oficial: a estação que me acompanha desde Janeiro chegou ao Hemisfério Norte.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

E Pessoa?

Neste dia tão nosso, tão especial de Portugal, Camões e das Comunidades; não posso deixar de questionar: e Pessoa?
Não quero de forma alguma comparar dois vultos com génios tão diferentes, mas ambos inegáveis, da literatura portuguesa. No entanto, não posso deixar de me questionar porquê que o autor da Mensagem, criador de diversos e variados heterónimos, não tem também um dia a si dedicado.
Sendo, sem dúvida, personalidades distintas e sendo, sem sombra de dúvida, Camões uma pessoa que viveu ao serviço da Pátria, é importante, no entanto, referir que ambos viveram e períodos da história distintos e, consequentemente, num mundo (ou na maneira como o vemos e o vivenciamos) tão diferente para um e para outro.
Assim, embora seja inegável a grandiosidade do autor d’ Os Lusíadas (um dos maiores épicos de sempre), também não se pode descartar a genialidade dum homem simples e discreto que criou uma das maiores obras literárias de todos os tempos.
Talvez devêssemos repensar todos os feriados e dias especiais, face ao panorama actual.
Considero que Pessoa merecia indubitavelmente um dia português dedicado a si

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sereias: mito ou facto?

Depois de ver o último filme sensação sobre piratas, não posso deixar de relembrar todos os mitos associados ao mar.
Sempre vivi deslumbrada por aventuras no mar, talvez por ter visto tantos filmes de piratas, ou por as criaturas descritas serem tão fascinantes e assustadoras: sereias, monstrengos, baleias gigantes, entre muito outros bichos estranhos e letais. - Ou talvez por Portugal sempre ter estado associado ao mar e eu passar as aulas de história a imaginar o que sentiriam todos aqueles navegadores que se aventuravam - literalmente - no desconhecido.
(O mundo tal como era há uns séculos é inconcebível para nós hoje. É como a Alegoria da Caverna de Platão: depois de vermos a luz, não podemos viver na sombra; que é como quem diz depois de se conhecer o desconhecido, desmistifica-se tudo o que lhe está associado.)
Por muito que tentemos é impossível imaginar como se sentiriam aqueles homens, lançados às feras do mar. Escutavam-se histórias e lendas sobre o mar (bem como respectivos habitantes) e a veracidade das mesmas - há alguns séculos - é bem diferente da percepção que hoje temos. Portanto, só alguém muito corajoso (ou no mínimo destemido) ou alguém sem nada a perder (ou no mínimo desesperado) se a atiraria numa aventura oceânica por tempo indeterminado, sem saber sequer se voltaria a ver ou não a pátria.
Todos estes homens, estes navegadores desconhecidos, foram a força impulsionadora de Portugal. (Às vezes questiono-me onde estarão eles agora?)
Muitos deles ainda repousam hoje no fundo do mar, entre todos os mitos que se ouviam contar. Morreram pela descoberta, pelo deslumbramento face a um mundo desconhecido, pela coragem face a mil perigos, por um futuro radioso para Portugal, por Portugal, em suma, por todos os portugueses no mundo.
De todos essas lendas, as sereias eram quem provocava mais fascínio e temor, por viverem entre a realidade e o mito, a lucidez e a loucura. A própria fisionomia das ditas estava suspensa entre o terrestre e o marítimo. Acho que seriam como miragens, quando os marinheiros estavam tão fatigados, tão longe da pátria, que achavam que não voltariam mais. Aquelas vozes e figuras femininas eram tão paradisíacas como familiares, uma espécie de regresso a casa. E essa era a última imagem e som que eles queriam levar deste mundo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A influência do tempo na vida das pessoas

É incrível (eu diria até mesmo apoteótica) a influência que o tempo tem na vida das pessoas.

Poderia estar a falar do tempo que todos temos contado (e bem contado) enquanto andamos por cá, mas refiro-me ao tempo que os elementos atmosféricos provocam.

Mais do que possamos imaginar o clima influencia a nossa vida por completo. É decisivo na roupa que vestimos, no percurso que decidimos tomar, na escolha dos destinos de viagem ou na época do ano em que escolhemos fazer viagens, nas condições dos locais onde determinados eventos tomam lugar e até mesmo nas nossas variações de humor. (Note-se que os dois pontos mais importantes que o tempo influência: colheitas e fenómenos naturais, não serão explorados, devido à óbvia dependência que todos nós como seres humanos temos desses factores.)

Bom, voltando aos restantes pontos, apesar de muitos não parecerem relevantes, possuem uma influência maior do que imaginamos nas nossas vidas. Começa logo pela maneira como nos adornamos, que embora possa parecer fútil é duma importância vital. Quantos de nós já não passamos um dia inteiro com arrepios de frio, porque a temperatura já estava mais baixa do que esperávamos e a roupa que vestimos nessa manhã não era propriamente um agasalho e quantos de nós já não passamos um dia a arder de calor, porque de manhã e ao fim do dia está frio, mas a meio está uma daquelas tardes solarengas, insuportavelmente quente - logo no dia em que decidimos vestir aquela camisola de gola alta, sem uma peça mais leve por baixo…

Quanto ao último ponto, muitos dirão que as variações de humor dependem unicamente do seu portador, no entanto (embora inicialmente eu também fosse desta opinião e obviamente o portador possua uma grande parte de responsabilidade nisso), sou forçada a concordar que as condições climatéricas têm uma influência mais do que considerável no estado de espírito das pessoas. Não é por acaso que em lugares de temperaturas elevadas e sol constante as pessoas vivem a um ritmo diferente e têm uma visão mais relativa e diária da vida e do que lhes sucede. A chuva, embora fonte de vida, tem nas pessoas (não por ela própria, mas sim pela obstrução que as nuvens provocam aos raios do astro rei) um efeito algo melancólico e tristonho nas pessoas. Creio que só se consegue valorizar a sua luz especial perante a sua escassez (assunto que será abordado com maior ênfase no próximo post).

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Lei de Newton

Newton foi um brilhante cientista que deixou o seu contributo à Humanidade com (entre muitas outras coisas) três leis fundamentais. A primeira delas é particularmente interessante, a designada lei da inércia.

Ora bom, o brilhantismo desta descoberta é que para além da sua aplicação aos corpos em movimento ou em repouso, constata-se no dia-a-dia que é igualmente aplicável às mentes.

Ou seja, a mente duma pessoa activa tenderá a manter-se no activo e a mente de alguém inactivo tenderá a manter-se parada.

Interessante também é a influência desta mesma lei na tomada de decisões das pessoas. Uma pessoa habituada a tomar decisões - mesmo que pequenas decisões diárias, importantes para o prosseguimento do dia-a-dia - tenderá a ser uma pessoa mais atenta e eficaz. Uma pessoa não habituada a tomar pequenas decisões será naturalmente uma pessoa indecisa e lenta, com dificuldade em fazer pequenas escolhas.

O grande problema dos indecisos é o tempo que desperdiçam nas mais pequenas tarefas, bem como a consequente falta de consideração pelos outros, seja nos que os acompanham a um determinado local onde a decisão é inevitável, os que esperam pacientemente na fila atrás de si ou ainda a pessoa que os atende. A falta de consideração, não sendo consciente, é existente. É a mesma que a dos ditos descontraídos ou adeptos do “go with the flow”, que no meio das suas pequenas indefinições deixam pessoas penduradas, prazos incumpridos ou tarefas por completar.

Todas estas pequenas consequências são causadas pela poderosa lei da inércia. É assim forçoso ou até mesmo fundamental que tal como os corpos, as mentes sejam exercitadas, sob pena de não restarem muitos neurónios acordados.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tailândia VS Cambodja

Na sequência do já longo conflito que se vive nas fronteiras de Cambodja e Tailândia, venho partilhar convosco, um de vários artigos que li sobre o tema:

http://www.akp.gov.kh/?p=3195

“É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade

terça-feira, 3 de maio de 2011

Comer Bem é Mais Barato

Aqui ficam as informações sobre uma iniciativa que promete dar que falar (e que comer):
http://www.comerbememaisbarato.com/

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Aquele Cantinho à Beira-Mar ou Vamos Construir um Castelo?


Neste dia especial, não posso deixar de falar daquele cantinho à beira-mar, que muitos apelidam de paraíso.
A nossa pátria alberga as mais belas e variadas paisagens, desde as praias que se estendem ao longo de toda a costa, passando pelas apetecíveis ondas que fazem parte da Reserva Mundial do Surf, ou pelas redentoras planícies do Alentejo, ou pelas artísticas paisagens do Douro, ou pelos encantos naturais das ilhas, ou pelos mistérios de Sintra, ou pelas luzes de Lisboa, ou pelos fados de Coimbra, ou pelos castelos do Minho, ou pelas aldeias das serras das Beiras, ou pela autenticidade do Porto até aos deliciosos petiscos que se fazem de norte a sul ou no meio do Atlântico (francesinhas, vinhos, pães de trigo, centeio ou milho, migas, broa, postas à mirandesa, sardinhadas, feijoadas, cozidos à portuguesa).
Não posso deixar de partilhar uma exposição que gostava muito de ver:
http://expodarwin.up.pt/
Ou espaços que quero (re)descobrir:
http://fugas.publico.pt/Viagens/283068_porto-em-cinco-andamentos-uma-proposta-de-roteiro-pela-invicta
Para além dos mais belos recantos, continuamos a ser -séculos depois da nossa época dourada - pioneiros em diversas frentes. A nossa pátria alberga alguns dos mais avançados sistemas tecnológicos, nomeadamente os sistemas de multibanco que permitem uma enorme variedade de movimentações de forma rápida e simples (só se valoriza quando se tem de passar uma manhã inteira numa fila enorme para pagar uma conta), talentosos profissionais nas mais diversas áreas (muitos deles mundialmente reconhecidos), entidades de ensino prestigiadas, reconhecidas internacionalmente, e empresas de liderança nalguns sectores.
Não posso deixar de acreditar que um país com tantas maravilhas terá um radioso futuro pela frente.
Apesar das águas negras que o assombram, em breve navegará até bom porto.
Para uma navegação segura e eficaz teremos de remar com convicção e força, por isso não deixem de votar no próximo dia 5 de Junho. Até lá, poderão analisar as propostas dos diferentes Partidos no site de cada um deles. Ainda há tempo para reflectir com calma. Pensar. Decidir. E votar de acordo com aquilo em que acreditam e não porque este ou aquele é bem falante ou porque este ou aquele é o que tem mais votos ou porque este ou aquele é o partido de nascença. Os partidos não são clubes de futebol, dos quais não se muda até morrer. Os partidos são constituídos por pessoas e por medidas efectivas que se pretendem implementar na tomada de posse. Leiam o que cada partido propõe e votem de acordo com a proposta que considerarem melhor, aliada às pessoas que considerarem mais capazes (ou pelo menos mais determinadas e verdadeiras) na tentativa de pôr a proposta em prática e de gerirem a conturbada tempestade que nos assola. Esta é a nossa chance de mostrarmos que estamos aqui, que queremos fazer parte das decisões que afectam a nossa vida, que queremos fazer parte das negociações que decorrem. É a chance de voltarmos a acreditar num futuro limpo, rumo a um mundo novo, feito por nós, à nossa medida. O voto é a nossa linha de poder: querer é poder.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"

Fernando Pessoa

Um ano de Chinela no Pé

Estamos a ficar crescidos...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Diário de Bordo: Tiques

Todos temos tiques. - Há aliás uma passagem em Casino Royale, na qual Bond refere a inevitabilidade dos tiques. - Pequenos hábitos ou manias que se criaram e se foram enraizando nas nossas vidas. Ora morder o lábio ou roer as unhas. Ora entrelaçar o cabelo ou coçar o queixo.
É interessante porque quando se convive durante muito tempo com as mesmas pessoas sabe-se exactamente quais os seus hábitos e tiques.
Recordo-me perfeitamente de todos os tiques do meu pai e sei que herdei um ou dois.
Hoje reparei como já sei o que algumas pessoas com quem convivo bastante vão fazer ou dizer. (Um tique também pode ser uma expressão oral.) É engraçado quase prever o que vem a seguir.
Um interessante exercício no qual participei com um determinado grupo de convívio, foi imitar as expressões ou tiques que caracterizavam cada pessoa até que as restantes se apercebessem de quem se tratava.
Curiosamente, por vezes nem a própria pessoa se reconhecia nos seus gestos ou expressões.
É algo que faz tão parte de nós, está tão intrínseco, que se torna difícil reconhece-lo quando o vemos representado.
São estas pequenas coisas que captamos num convívio prolongado que nos fazem gostar cada vez mais de alguém ou ficar cada vez mais irritados com as pessoas com quem convivemos.
É como se aquela pequena parte mais do que ser uma extensão de alguém, se tornasse esse alguém.